1. VISÃO GERAL DAS ELEIÇÕES
De acordo com o material, o primeiro turno das eleições ocorreu em 4 de outubro de 2026. Mais de 158 milhões de eleitores estavam habilitados a participar do pleito, sendo que um dos levantamentos citados aponta aproximadamente 158,7 milhões de pessoas aptas a votar.
A votação aconteceu simultaneamente em todo o Brasil, seguindo como referência o horário de Brasília, das 8h às 17h, com adequações nas regiões que possuem fusos horários diferentes.
Naquele primeiro turno estavam em jogo a Presidência da República, os governos dos 26 estados e do Distrito Federal, todas as vagas da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas estaduais e da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Também foram disputadas 54 cadeiras do Senado Federal, equivalentes a dois terços da Casa.
Na corrida presidencial, 12 chapas estavam oficialmente registradas e com candidaturas deferidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
2. PRESIDÊNCIA: DISPUTA NO SEGUNDO TURNO
Em atualização divulgada às 21h03, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram confirmados como os candidatos que avançariam para o segundo turno, previsto para 25 de outubro.
Naquele momento, 97,84% das urnas já haviam sido contabilizadas. Flávio Bolsonaro aparecia com 47,37% dos votos válidos, enquanto Lula registrava 44,76%.
O conteúdo analisado não apresenta o total absoluto de votos conquistados por cada candidato nessa etapa da apuração, nem informa o resultado da disputa presidencial após 100% das urnas contabilizadas.
Após a definição do segundo turno, Lula declarou que esperava encerrar a disputa ainda na primeira etapa da eleição. O presidente afirmou que buscaria ampliar o diálogo com o eleitorado para defender a continuidade de seu projeto político.
Entre os temas mencionados por Lula estavam investimentos em ciência e tecnologia, exploração de terras raras e minerais considerados estratégicos, além do fortalecimento da indústria nacional.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, interpretou seu desempenho como uma demonstração de que parte expressiva do eleitorado desejava mudanças. Segundo ele, um mandato seria suficiente para enfrentar problemas estruturais do país. O candidato também apresentou a eleição como uma possibilidade de interromper o ciclo político do PT no governo federal.
Essas avaliações correspondem às declarações feitas pelos próprios candidatos.
Evolução da apuração para presidente
| Urnas contabilizadas | Flávio Bolsonaro | Lula | Augusto Cury | Ronaldo Caiado | Renan Santos | Romeu Zema |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2,39% | 49,45% | 41,97% | 3,07% | 2,38% | 2,43% | 0,38% |
| 6,00% | 50,51% | 41,08% | 3,03% | 2,37% | 2,42% | 0,33% |
| 9,08% | 50,79% | 40,95% | 3,00% | 2,31% | 2,39% | 0,32% |
| 21,96% | 51,07% | 40,82% | 2,94% | 2,38% | 2,27% | 0,29% |
| 31,90% | 50,74% | 41,14% | 2,94% | 2,38% | 2,28% | 0,28% |
| 47,26% | 50,20% | 41,63% | 2,96% | 2,38% | 2,32% | 0,29% |
| 97,84% | 47,37% | 44,76% | Não informado | Não informado | Não informado | Não informado |
Entre os votos registrados no exterior, quando 62,18% das urnas haviam sido contabilizadas, Lula liderava com 52,29%. Flávio Bolsonaro aparecia com 38,11%, seguido de Augusto Cury, com 3,22%; Renan Santos, com 2,79%; Ronaldo Caiado, com 1,42%; e Romeu Zema, com 0,99%.
Esses percentuais dizem respeito exclusivamente à votação realizada fora do Brasil e, portanto, não devem ser confundidos com o resultado nacional.
Antes do início da contagem dos votos, o agregador de pesquisas do JOTA apontava uma estimativa de 44,9% para Lula e 41,8% para Flávio Bolsonaro. A possibilidade de encerramento da eleição ainda no primeiro turno era calculada em menos de 3%.
Esses números eram projeções de pesquisas, e não resultados da apuração oficial.
3. DISPUTAS ESTADUAIS COM SEGUNDO TURNO CONFIRMADO NO MATERIAL
Amazonas
Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo Seffair (PL) foram apresentados como os dois candidatos classificados para a segunda etapa da disputa pelo governo do Amazonas, também marcada para 25 de outubro.
Com 86,45% das urnas contabilizadas, Omar Aziz registrava 38,93% dos votos. Maria do Carmo aparecia com 26,00%, enquanto Roberto Cidade (União) tinha 21,1%.
Segundo a cobertura, Omar chegou à eleição liderando as pesquisas. A principal disputa durante a apuração ocorria pela segunda colocação, entre Maria do Carmo e Roberto Cidade.
Tocantins
Professora Dorinha Seabra (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) foram apontados como classificados para o segundo turno no Tocantins, previsto para 25 de outubro.
Na atualização citada, Dorinha aparecia com 45,91%, enquanto Vicentinho Júnior registrava 43,56%. O percentual de urnas apuradas nessa atualização específica não foi apresentado.
Em um boletim divulgado anteriormente, com 53,88% das urnas contabilizadas, Dorinha tinha 46,62% e Vicentinho Júnior, 42,74%.
O material disponível não apresenta uma relação completa de todos os estados brasileiros que terão segundo turno. Dessa forma, Amazonas e Tocantins não devem ser tratados como os únicos casos do país apenas com base nesse arquivo.
4. GOVERNADORES APONTADOS COMO ELEITOS NO PRIMEIRO TURNO
Pernambuco
Raquel Lyra (PSD) foi apresentada como reeleita governadora de Pernambuco.
Com 98,96% das urnas apuradas, ela somava 53,25% dos votos, contra 44,82% de João Campos (PSB).
Mesmo com a eleição matematicamente definida, a contabilização dos votos ainda continuava naquele momento.
São Paulo
Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi anunciado como reeleito governador de São Paulo, alcançando 62,85% dos votos.
Fernando Haddad (PT) aparecia com 36,22%.
O trecho analisado não informa o percentual exato de urnas contabilizadas nesse momento.
A reportagem também avaliava que a vitória poderia fortalecer Tarcísio politicamente para uma eventual candidatura à Presidência em 2030. Essa interpretação corresponde a uma análise política apresentada pela cobertura, e não a um dado eleitoral objetivo.
Goiás
Daniel Vilela (MDB) foi anunciado como vencedor da disputa pelo governo de Goiás, obtendo 58,82% dos votos.
Wilder Morais (PL) registrava 22,25%; Luis Cesar Bueno (PT), 9,74%; e Marconi Perillo (PSDB), 8,82%.
Naquele momento, 90% das urnas estavam contabilizadas.
O material destaca que Daniel Vilela ocupava anteriormente o posto de vice-governador de Ronaldo Caiado e assumiu o comando do estado em março, depois que Caiado deixou o cargo para concorrer à Presidência da República.
Sergipe
Fábio Mitidieri (PSD) foi apresentado como reeleito governador de Sergipe.
Com 92,2% das urnas apuradas, a cobertura atribuía 69,02% a Mitidieri e 37,59% a Valmir de Francisquinho (Republicanos).
Entretanto, existe uma divergência evidente nesses números, já que a soma dos dois percentuais chega a 106,61%.
Por esse motivo, os valores estão mantidos conforme o material original apenas para referência e precisam ser confirmados antes de qualquer publicação como resultado oficial.
Santa Catarina
Jorginho Mello (PL) foi anunciado como reeleito governador de Santa Catarina.
Com 83% das urnas contabilizadas, ele aparecia com 68% dos votos.
Gelson Merísio (PSB), apoiado por Lula, figurava na segunda colocação, enquanto João Rodrigues (PSD) aparecia em terceiro lugar.
Segundo o texto, Jorginho possuía vantagem superior a 54 pontos percentuais sobre Merísio, porém os percentuais individuais dos dois adversários não foram apresentados nesse trecho.
Rio Grande do Sul
Luciano Zucco (PL) foi apontado como eleito governador do Rio Grande do Sul.
Com 90,25% das urnas contabilizadas, Zucco possuía 57,86%, enquanto Juliana Brizola (PDT) tinha 31,89%.
Em uma atualização anterior, quando 51,18% das urnas haviam sido apuradas, os percentuais eram de 58,93% para Zucco e 30,98% para Juliana.
Rondônia
Marcos Rogério (PL), que recebeu apoio de Flávio Bolsonaro, foi apresentado como vencedor da eleição em Rondônia.
Com 92% das urnas contabilizadas, Marcos Rogério registrava 57,15% dos votos, contra 18,91% de Adailton Furia (PSD).
Delegado Camargo (Podemos) é citado como vice na chapa vencedora.
O material também informa que a posse estaria prevista para 6 de janeiro, com mandato de quatro anos.
Mato Grosso
Otaviano Pivetta (Republicanos) foi anunciado como vencedor da eleição para o governo de Mato Grosso.
Com 87% das urnas apuradas, Pivetta tinha 61% dos votos. Wellington Fagundes (PL) aparecia com 23%, enquanto Natasha Slhessarenko (PSD) registrava 15%.
Gisela Simona (União Brasil) é apontada como vice na chapa.
Natasha recebeu apoio de Lula, e a reportagem classificou o resultado como uma derrota da candidatura apoiada pelo presidente no estado.
Roraima
Arthur Henrique (PL) foi anunciado vencedor da disputa pelo governo de Roraima.
Com 85% das urnas contabilizadas, ele alcançava 68,99%, enquanto Soldado Sampaio (Republicanos) aparecia com 29,43%.
Haroldo Cathedral (Novo) é citado como vice.
Segundo o material, Arthur Henrique já havia vencido uma eleição suplementar realizada em junho, obtendo 60,87% dos votos. A nova votação teria ocorrido depois da cassação de Edilson Damião (Republicanos), relacionada, segundo o texto, à utilização da máquina pública durante a campanha eleitoral de 2022.
Piauí
Rafael Fonteles (PT) foi apresentado como reeleito governador do Piauí.
Com 63,28% das urnas apuradas, Fonteles aparecia com 69,38%, enquanto Joel Rodrigues (PP) possuía 28,85%.
Washington Bandeira (PT) é mencionado como vice na chapa.
Paraíba
Lucas Ribeiro (PP) foi anunciado vencedor da eleição para o governo da Paraíba.
Com 87% das urnas apuradas, Ribeiro registrava 64,33% dos votos. Efraim Filho (PL) aparecia com 24,4%, enquanto Cícero Lucena (MDB) tinha 10,78%.
Segundo a reportagem, Lucas Ribeiro havia assumido o governo em abril, após João Azevêdo (PSB) deixar o cargo para concorrer ao Senado.
Ribeiro também recebeu apoio político de Lula durante a disputa.
Mato Grosso do Sul
Eduardo Riedel (PP) foi apresentado como reeleito governador de Mato Grosso do Sul.
Com 83% das urnas contabilizadas, Riedel possuía 67,3% dos votos, contra 23,04% de Fábio Trad (PT).
5. ESTADOS EM QUE O ARQUIVO APRESENTA APENAS PARCIAIS OU PROJEÇÕES
Pará
Com 42,12% das urnas contabilizadas, Dr. Daniel (Podemos) liderava com 52,77%, enquanto Hana Ghassan (MDB) aparecia com 44,06%.
Em uma parcial anterior, com 22,14% das urnas apuradas, Dr. Daniel tinha 51,89% e Hana, 44,20%.
Espírito Santo
Com 25,82% das urnas contabilizadas, Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparecia com 49,96%.
Ricardo Ferraço (MDB) registrava 35,63% e Helder Salomão (PT), 13,45%.
Distrito Federal
Quando 71,46% das urnas haviam sido contabilizadas, Celina Leão (PP) possuía 49,55% dos votos e Leandro Grass (PT), 34,72%.
Paraná
Com 37,59% das urnas apuradas, Sergio Moro (PL) liderava com 50,11%.
Sandro Alex (PSD) aparecia com 24,87%, enquanto Requião Filho (PDT) tinha 23,88%.
Minas Gerais
No caso de Minas Gerais, o conteúdo registra uma projeção do Datafolha indicando vitória de Cleitinho (Republicanos) ainda no primeiro turno.
Entretanto, o trecho não apresenta um resultado oficial da apuração que confirme essa projeção.
O Datafolha também havia projetado vitórias de Jorginho Mello, Otaviano Pivetta, Tarcísio de Freitas, Luciano Zucco e Rafael Fonteles, posteriormente anunciadas pela própria cobertura.
Esses resultados parciais, isoladamente, não permitem afirmar oficialmente se houve vitória no primeiro turno ou classificação para uma segunda etapa em cada um desses estados.
6. SENADO FEDERAL
Santa Catarina
Carol De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) foram apontados como eleitos para representar Santa Catarina no Senado.
Com 93,84% das urnas contabilizadas, Carol De Toni possuía 2.522.316 votos, equivalentes a 33,43%.
Carlos Bolsonaro somava aproximadamente 1,9 milhão de votos, correspondente a 25,21%.
Distrito Federal
Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) foram apresentadas como eleitas pela primeira vez ao Senado pelo Distrito Federal.
Na atualização mais recente mencionada pelo material, mais de 90% das urnas já estavam contabilizadas.
Michelle possuía aproximadamente 899 mil votos, equivalentes a 28,99%, enquanto Bia Kicis acumulava cerca de 850 mil, ou 27,41%.
Uma atualização anterior, realizada com 93% das urnas apuradas, apontava 28,97% para Michelle e 27,38% para Bia.
Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) foram anunciados como eleitos para o Senado.
Quando 84,59% das urnas haviam sido contabilizadas, Azambuja possuía 34,62% e Capitão Contar, 33,41%.
Projeção sobre a futura composição do Senado
Um modelo elaborado pelo JOTA PRO Poder e atualizado em 3 de outubro projetava que, das 54 cadeiras em disputa, 29 ficariam com partidos classificados como de direita, 14 com legendas consideradas de esquerda e 11 com siglas enquadradas no centro político.
Em uma classificação diferente, a projeção apontava 25 senadores governistas, 24 de oposição e cinco de atuação considerada mista.
Esses dados eram previsões realizadas antes da conclusão da eleição e não representam a composição definitiva confirmada do Senado.
7. CÂMARA DOS DEPUTADOS
O material apresenta Nikolas Ferreira (PL) e Lucas Pavanato (PL) como os dois candidatos a deputado federal mais votados da história do Brasil.
Nikolas Ferreira, candidato à reeleição por Minas Gerais, somava 3.094.237 votos quando 98,74% das urnas estavam contabilizadas.
Lucas Pavanato, em sua primeira disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, registrava 3.035.501 votos com 99,95% das urnas apuradas.
Somados, os dois ultrapassavam a marca de seis milhões de votos.
A reportagem utiliza como referência histórica Eduardo Bolsonaro, que foi eleito deputado federal por São Paulo em 2018, pelo PSL, com 1.843.735 votos.
O trecho disponibilizado, entretanto, não informa expressamente por qual estado Lucas Pavanato concorria.
8. CAMPANHA ELEITORAL E POSICIONAMENTOS POLÍTICOS
O perfil de Lula apresentado pelo material destaca sua tentativa de reeleição, sua longa experiência política e a defesa dos resultados alcançados por seu governo.
Segundo a cobertura, alguns dos obstáculos enfrentados durante a campanha envolveram as fraudes relacionadas ao INSS, o caso Banco Master e diferentes crises envolvendo o Supremo Tribunal Federal.
A afirmação de que essa teria sido a sexta disputa presidencial de Lula deve ser conferida antes de ser reaproveitada em uma publicação.
No caso de Flávio Bolsonaro, o perfil enfatiza sua trajetória como senador pelo Rio de Janeiro e a escolha de seu nome por Jair Bolsonaro para disputar a Presidência.
O material também menciona divergências internas e familiares, dificuldades na construção de alianças e investigações relacionadas ao caso Master.
Há ainda referências à prisão de Jair Bolsonaro.
Essas informações são reproduções do conteúdo analisado e não receberam verificação independente nesta síntese.
Entre os candidatos apresentados como alternativas à polarização entre Lula e Flávio estavam Ronaldo Caiado (PSD), descrito como político experiente e em sua segunda tentativa de chegar à Presidência; Romeu Zema (Novo), cuja campanha destacou críticas ao STF; Renan Santos (Missão), fundador do MBL; e Augusto Cury (Avante), escritor e psiquiatra em sua primeira participação eleitoral.
Lula votou por volta das 9h15, em São Bernardo do Campo, acompanhado de Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet.
Depois de votar, defendeu a participação popular nas eleições e realizou críticas políticas, incluindo menções ao caso Master.
Mais tarde, apoiadores, jornalistas e observadores internacionais se concentraram no Hotel Renaissance, em São Paulo, para acompanhar seu pronunciamento.
Fernando Haddad, inicialmente, acompanharia a apuração no Hotel Meliá Paulista.
Edson Fachin, identificado no material como presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, votou em Brasília acompanhado da esposa, Rosana.
Em declaração, Fachin defendeu o voto como expressão de cidadania, liberdade e soberania popular. Também citou desafios nacionais relacionados à saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.
9. JUSTIÇA ELEITORAL E EPISÓDIOS RELACIONADOS A CANDIDATOS
Deltan Dallagnol
Segundo o texto, Nunes Marques suspendeu uma decisão que impedia Deltan Dallagnol de disputar uma vaga no Senado pelo Novo, no Paraná.
A medida autorizava a candidatura e permitia que os votos fossem processados até que o Tribunal Superior Eleitoral analisasse a questão de forma colegiada.
O material não apresenta uma data definida para esse julgamento e também não trata a decisão como definitiva.
Site para orientação de voto
O Ministério Público Eleitoral solicitou ao TSE a retirada do ar de uma página que permitia montar uma espécie de “cola” eleitoral e que já apresentava previamente Flávio Bolsonaro e outros candidatos ligados à direita.
O arquivo registra a existência do pedido, mas não informa se houve decisão judicial a respeito.
Romeu Zema
O material relata que Romeu Zema entrou na cabine de votação em Araxá portando um telefone celular.
Zema afirmou não ter sido avisado sobre a proibição e declarou não ter fotografado nem registrado seu voto.
A reportagem enquadra a conduta como incompatível com as normas eleitorais e menciona a Resolução 23.751/2026.
Essa referência normativa não foi verificada de maneira independente neste levantamento.
Flávio Bolsonaro
A cobertura também relata que Flávio Bolsonaro teria pedido votos para a própria candidatura depois de votar, enquanto ainda se encontrava no local de votação, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro.
O texto relaciona o episódio às restrições existentes contra propaganda eleitoral e pedidos de voto dentro dos locais de votação no dia da eleição.
O trecho, porém, não apresenta informação sobre eventual condenação, punição ou decisão judicial decorrente do caso.
10. SEGURANÇA ELEITORAL E OPERAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL
Até as 9h do dia da eleição, a Polícia Federal havia aberto três inquéritos, elaborado seis termos circunstanciados e conduzido 28 pessoas.
As apreensões totalizavam R$ 57.379 em dinheiro, bens e outros valores. Desse montante, R$ 34.228 correspondiam a dinheiro em espécie.
Foram registradas ocorrências na Bahia, Minas Gerais, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Paraíba e Distrito Federal.
Em um novo balanço referente às 12h30, o número de pessoas conduzidas havia aumentado para 59.
As apreensões chegavam a R$ 789,8 mil, dos quais R$ 383,6 mil correspondiam a dinheiro em espécie.
As ocorrências já abrangiam 18 estados e o Distrito Federal.
Entre os principais focos de atuação estavam casos de propaganda irregular e suspeitas de corrupção eleitoral, especialmente compra de votos.
Como se tratam de atualizações sucessivas do mesmo balanço, os números de cada horário não devem ser somados entre si.
Sobre suspeitas de eventual interferência estrangeira no processo eleitoral, o ministro Wellington César Lima e Silva pediu cautela na análise das informações.
Segundo ele, a Polícia Federal avaliava uma representação encaminhada pela Advocacia-Geral da União à Diretoria de Inteligência Policial depois de passar pela Corregedoria-Geral.
Nunes Marques e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, declararam que naquele momento não havia evidências concretas de uma ameaça efetiva.
O texto contextualiza as declarações mencionando a suspensão temporária de serviços diplomáticos dos Estados Unidos e da Austrália por motivos de segurança.
A estrutura de segurança utilizada durante as eleições contava com mais de 320 mil agentes das esferas federal, estadual e municipal.
Segundo a avaliação do ministro, a votação acontecia dentro da normalidade.
11. URNAS ELETRÔNICAS E PROCESSO DE APURAÇÃO
O material aponta que 499.248 urnas eletrônicas estavam em funcionamento durante a votação, além de outras 68.912 unidades reservadas para contingência.
Os balanços sobre substituições dos equipamentos foram atualizados ao longo do dia.
Até as 10h, 421 urnas haviam sido substituídas.
No começo da tarde, o número aumentou para 1.121.
Até as 15h30, a quantidade chegou a 1.544 substituições.
De acordo com a cobertura, não houve necessidade de recorrer à votação manual.
No levantamento mais recente citado, São Paulo apresentava o maior número absoluto de urnas substituídas, com 299 equipamentos.
O Rio de Janeiro aparecia em seguida, com 185, e o Paraná tinha 177 substituições.
Em relação ao percentual de equipamentos trocados dentro de cada estado, os números mencionados eram de 0,59% no Paraná, 0,51% em Sergipe e 0,50% em Santa Catarina.
Existem, porém, divergências matemáticas nos números divulgados.
A substituição de 1.544 equipamentos dentro de um universo de 499.248 urnas representa aproximadamente 0,31%, enquanto a reportagem menciona 0,28%.
Além disso, o material informa 971 substituições em seções exclusivamente biométricas e outras 535 nas demais seções.
A soma desses dois grupos resulta em 1.506 equipamentos, e não 1.544.
Outra divergência está no percentual relacionado às 421 urnas substituídas no balanço das 10h. A reportagem cita 0,07%, porém 421 equipamentos dentro de um universo de 499.248 correspondem a aproximadamente 0,084%.
Por isso, esses números precisam ser conferidos antes de sua utilização como informações definitivas.
Quanto ao funcionamento da apuração, ao término da votação de cada seção a urna encerra os registros e gera o chamado Boletim de Urna.
Posteriormente, os resultados são enviados à Justiça Eleitoral.
A contagem dos votos armazenados em cada equipamento é realizada automaticamente.
Eleitores que já estivessem na fila no momento do encerramento oficial do horário continuavam com o direito de votar assegurado.
12. INFORMAÇÕES ÚTEIS SOBRE A VOTAÇÃO
Horários em diferentes estados
Embora o horário de referência nacional fosse das 8h às 17h, seguindo o horário de Brasília, algumas regiões votaram em períodos diferentes por causa do fuso local.
Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima, a votação aconteceu das 7h às 16h.
No Acre, o período foi das 6h às 15h.
Na maior parte do Amazonas, os eleitores votaram das 7h às 16h. Em 11 municípios do estado, a votação ocorreu das 6h às 15h.
Em Fernando de Noronha, o horário utilizado foi das 9h às 18h.
Todos esses períodos correspondem ao intervalo nacional das 8h às 17h no horário de Brasília.
Sequência de votação
Segundo o material, a ordem apresentada na urna eletrônica era:
Deputado federal;
Deputado estadual ou distrital;
Primeiro voto para senador;
Segundo voto para senador;
Governador;
Presidente da República.
O conteúdo informa ainda que, caso o eleitor digitasse o mesmo candidato ao Senado nas duas opções, o segundo voto seria anulado.
Justificativa eleitoral
O texto informa que o eleitor ausente poderia justificar sua ausência no próprio dia da eleição por meio do aplicativo e-Título ou presencialmente.
Quem não realizasse a justificativa no dia teria, segundo o material, até 3 de dezembro de 2026 para regularizar a ausência referente ao primeiro turno.
Cada turno eleitoral exige justificativa separada.
O conteúdo também menciona cobrança de multa e possíveis restrições relacionadas à ausência de quitação eleitoral.
Além disso, descreve a possibilidade de cancelamento do título após três turnos consecutivos sem que a situação seja regularizada.
Essas orientações foram reproduzidas em forma resumida com base na fonte original e não passaram por uma nova revisão jurídica.
Denúncias eleitorais
A cobertura cita o aplicativo Pardal como uma das ferramentas disponíveis para comunicar possíveis irregularidades durante a campanha.
Também menciona o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral, conhecido como Siade, direcionado a conteúdos que possam afetar a integridade do processo eleitoral.
Votos brancos e nulos
O material explica que votos brancos e nulos não fazem parte do conjunto de votos válidos utilizado para definir os vencedores das eleições.
Também esclarece que uma quantidade elevada de votos brancos ou nulos, por si só, não provoca a anulação de uma eleição.
É necessário, porém, tomar cuidado com formulações genéricas sobre a vitória automática do candidato que possui mais votos.
Nas eleições majoritárias sujeitas à exigência de maioria absoluta, como demonstrado pelo próprio material, pode ser necessária a realização de segundo turno quando nenhum candidato alcança o percentual exigido.


